Um Blog Católico para filhos de Nossa Senhora que não tem medo. Para aqueles que ainda restaram e que são heróis da Fé. Os que têm a coragem de acreditar quando muitos já perderam a Fé. Os que não temem dizer a verdade entre os mentirosos. Os que não vão na onda do mundo moderno e são como rochas inabaláveis em sua Fé. Os que não temem a morte e sabem que há valores pelos quais se deve viver ou morrer. Venham os que são Bravos e Destemidos, Intrépidos Defensores da Fé Católica.

“RESIDUUM REVERTETUR!” – “UM RESTO VOLTARÁ!”

Mostrando postagens com marcador Freud. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Freud. Mostrar todas as postagens

sábado, 8 de janeiro de 2011

Freud, propulsor da revolução sexual


Passeando por Viena, ainda hoje sentimos que pairam no ar, em alguns lugares, restos do perfume que fez desta cidade imperial, durante muitos séculos, a cidade européia do charme por excelência.

Como neste mês cumprem-se 150 anos do nascimento de Sigmund Freud (6 de maio de 1856), meus passos se dirigiram ao famoso nº 19 da Bergstrasse. Uma rua comum, não longe do prédio central da Universidade de Viena. Ali viveu por quase 50 anos o inventor da psicanálise. Além de seu domicílio, ele tinha ali também seu consultório.

No local onde examinava seus pacientes, não encontramos nada de especialmente pessoal. Chama a atenção apenas o famoso “divã”, onde se recostavam os que aceitavam submeter-se a seus exames.

Nada fazia prever que naquele lugar, pacato durante os anos em que Freud exerceu suas atividades, montava ele uma verdadeira revolução dos costumes.

Com efeito, as tendências desordenadas da sensualidade sem freios, que vinham crescendo ao longo de todo o século XIX, lutavam para encontrar no terreno ideológico uma doutrina que as justificasse; e assim mais facilmente as libertasse das leis, da moral, dos costumes e da mentalidade provenientes de épocas de fé católica, que contrariavam profundamente essas más tendências.(1) Tal foi o papel da doutrina freudiana.

Contagiando com a “peste”

Freud e o freudismo estão intimamente ligados à "revolução sexual".(2) Conta Ernest Jones –– discípulo de Freud que escreveu sua vida –– que, chegando ambos a Nova York, comentou Freud olhando do convés do navio para o porto dessa cidade: “Estamos lhes trazendo a peste”,(3) referindo-se ao método de psicanálise que iria espalhar entre os americanos. Com efeito, das doutrinas de Freud surgiu e se afirmou a “revolução sexual” do século XX, expandindo-se sobretudo a partir dos EUA.

Fabricou-se então o homem dito do século XX –– “descomplexado”, quer dizer, sem barreiras morais –– o qual assistiu sem espanto à instalação da inteira liberdade sexual dos jovens antes do matrimônio, o aborto, a queda das barreiras do horror diante da homossexualidade, etc. Este foi o resultado da revolução freudiana — até o momento, pois uma locomotiva sem freios não se detém numa rampa descendente.

Surgimento do “homem novo”

É possível cair mais baixo? Infelizmente, sim. Freud o tentou quando quis divinizar o instinto sexual, como fizeram algumas religiões pagãs da Antiguidade na Grécia e na Índia, por exemplo.

Para consegui-lo, não basta dar livre curso às tendências desordenadas do homem, que o levam a afastar-se de Deus e até odiá-lo. É preciso dar-lhes uma nova visão do mundo, idéias e meios para modificar tudo aquilo em que se acreditava”.

O marxismo e o freudismo estão intimamente ligados, na revolução do século XX. A filosofia marxista é uma práxis que pretende modificar o mundo. “Os filósofos não fizeram mais do que dar diversas interpretações ao mundo; mas o de que se trata é de transformá-lo", dizia Engels. E acrescentava: "Marx Über Feuerbach" (Marx acima de Fuerbach).(4) De maneira semelhante, o freudismo não é apenas uma teoria sobre a psicologia humana, mas sobretudo uma práxis — a técnica psicanalítica tem como meta transformar o homem a partir de seus fundamentos instintivos e tendenciais. De tal maneira as metas da Revolução comportam uma mudança radical na cultura e na civilização, que a natureza do homem range ao tentar acomodar-se ao novo mundo desejado por ela. É necessário pois que surja um "homem novo".

Um "homem novo" coletivizado, não “egoísta”, amoral, em uma nova relação com a natureza, que terá repudiado especialmente a Religião católica como uma "ilusão". Tal é a meta da evolução da psique, segundo a teoria freudiana, e que vem ao encontro das necessidades dos teóricos do comunismo, que edificam sua utopia sobre a base desse homem-massa, homem escravo.

O "deus" Eros

Segundo Freud, existem dois instintos básicos que governam absolutamente a vida do homem e da sociedade: o instinto de morte, que prevaleceu até agora por meio da civilização moderna, industrial, dominada pela técnica, que tende a impor a violência de uns sobre os outros e dos homens sobre a natureza, levando pouco a pouco e inevitavelmente à destruição da humanidade. Opondo-se a thanatos (o instinto de morte), surge das profundidades da psique o instinto sexual, o "deus" Eros, que tende a unir todos os homens pelo amor. A maturação final desse instinto deve resultar — mediante a união panteística de todos os seres humanos no seio desse "deus" — numa paz universal e perfeita.

"Poderes obscuros, insensíveis e com desamor determinam o destino do homem", escrevia Freud em seu artigo “Weltanschauung”,(5) onde expunha sua visão do mundo. Poderes ocultos estes que, para ele e seus mais imediatos colaboradores, foram tomando cada vez mais claramente a forma de uma religião.

“Freud tinha um interesse apaixonado pelo diabo. Rodeou-se de pessoas interessadas pelo diabólico, como Jung, Frenczi, Rank, Reik, Lou Salomé, etc. Vivia atraído por dois pólos: o racional e o irracional. Materialista e mecanicista por um lado, e interessado em ocultismo, parapsicologia, religião e magia por outro”.(6) Que relação existia, na mente de Freud, entre o "homem novo" psicanalítico e sua fascinação pelo ocultismo?

No museu da Bergstrasse 19, após lançar um último olhar sobre as figurinhas esotéricas, que evocam o preternatural, sobre a escrivaninha de Freud, saímos à rua, onde o homem do século XXI se agita inquieto, cheio de ilusões de felicidade; e onde a fé encontra apenas um pequeno espaço, na grande maioria das pessoas, enquanto o neopaganismo avassalador torna-se terreno fértil para a aceitação dos mitos religiosos do mundo antigo, que não conheceu Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele, que nos redimiu com seu sangue, nos ensinou ser "o caminho, a verdade e a vida”. É a única senda para alcançarmos o Céu.

(Escrito por Carlos Eduardo Schaffer
Revista Catolicismo número 665 de maio de 2006)

Notas:
1. Cfr. Plinio Corrêa de Oliveira, Revolução e Contra-Revolução, I, 5, Artpress, 4ª ed., S. Paulo, 1998.
2. Cfr. Wilhem Reich, La Révolution sexuelle, prólogo da 4ª edição.
3. "Ils ne savent pas que nous leur apportons la peste", Freud a Jung, lorsqu'ils arrivent en Amérique
www.grigri.tv/blablas/livre-noir-psychanalyse-
4. Quelle: Marx-Engels Werke, Band 3, Seite 553 ff. Dietz Verlag Berlin, 1969.
5. Std. Ed. tomo XXII, p.167.6. Cfr. Freud e o Diabo, Luise Urtubey.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

FREUD um charlatão a serviço do anti-cristianismo?

Sigmund Freud - Uma das figuras de realce na historia do pensamento moderno, a partir da psicanálise, que criou, passou a exercer ampla influencia na própria vida cotidiana dos homens de seu tempo. Freud fez parte de um conjunto de idéias revolucionarias, tais como, Marx, Darwin, etc. Na verdade, a psicologia até então era tida como o estudo da alma. Como pode um materialista estudar psicologia sem acreditar na alma? A psicologia sofreu varias modificações e ramificações: uma delas foi a psicanálise de Freud.
Freud emerge, da biografia que dele fez seu discípulo Ernest Jones, não só como homem de gênio, mas como figura humana de marido, pai, e criador da psicanálise.
Dos quatro aos oitenta e dois anos Freud viveu em Viena. Em 1938, depois da anexação da Autria pelos nazistas, foi para Londres, onde morreu a 23 de setembro. Duas datas fundamentais no desenvolvimento da obra de Freud foram seu trabalho em 1885 com Jean Charcot em Paris, que confirmou a determinação de Freud de investigar a histeria do ponto de vista psicológico e sua colaboração com o medico e pensador austríaco Josef Breuer. Este confiara a Freud como havia curado sintomas de histeria fazendo o paciente relembrar em estado hipnótico, as circunstâncias que tinham dado origem às manifestações histéricas, com reprodução das emoções originais. Ao regressar de Paris, Freud propôs a Breuer que publicassem o caso, com alguns outros de que ele próprio havia tratado nesse meio tempo. O livro sobre aquilo, que os autores chamaram de método "catartico" de tratamento constituiu o ponto de partida do que um dia se chamaria psicanálise.Pouco depois, entretanto Freud deu o passo decisivo de usar, em lugar do hipnotismo, o método da livre associação de idéias.



Recentemente, num artigo da revista jesuíta "Civiltá Católica", cujo autor é o consagrado padre Giuseppe de Rosa, diretor da revista, diz o seguinte:


"Um problema muito delicado se coloca para um cristão que necessite de terapia psicológica quando o analista, especialmente se de formação freudiana, tem uma visão da vida puramente materialista e assim amoral e arreligiosa ou até pansexual."

"Pode acontecer que, apos uma terapia com um analista de formação freudiana, cristãos e religiosos sofram danos de caráter moral e religioso. Por isso a proibição aos religiosos de submeter-se à psicoterapia, a não ser com permissão explicita." Entre os danos citados por De Rosa está a perda da fé apos um período de analise.

Freud falseava dados, diz pesquisa nos Estados Unidos:

Uma serie de revelações feitas por pesquisadores norte americanos causou um golpe ao mito do "pai da psicanálise", Sigmund Freud. Investigações feitas por um grupo de psicanalistas e historiadores mostram que Freud manipulava a vida sexual e matrimonial de seus pacientes, solicitava doações, distorcia resultados para adapta-los às suas teorias e fazia com que pacientes portadores de problemas de personalidades passassem por curados.

Sintetizados em um artigo publicado em um jornal norte americano "The New York Times", os documentos, encontrados pelos investigadores em vários arquivos universitários mostram numerosas discordâncias entre os resultados narrados por Freud e os testemunhos de pessoas envolvidas com ele.

Como exemplo a pesquisa levantou que o celebre caso da cura de histeria de "Anna O" não relatava a verdade. Seguindo os passos da mulher (cujo nome verdadeiro era Bertha Pappenheim) ate um sanatório Suíço, eles descobriram que ela continuou apresentando os mesmos sintomas da doença durante toda a sua vida.

Um bombardeio inclemente sobre o edifício freudiano vem do instituto de tecnologia de Massachusetts, nordeste dos Estados Unidos. O historiador Frank Sulloway, do MIT, esquadrinhou os relatos de casos tratados por Freud e concluiu: Pelo menos 99% da teoria psicanalítica estão errados. O pouco que se salva, como o conceito de transferência, nada tem de novo - deriva da biologia do séc. XIX.

Através das lentes criticas de Sulloway, 44, desaparece o Freud gênio solitário, que erigiu uma ciência baseado em dados empíricos e uma heróica auto analise. Surge o clinico ávido por propagandear sua capacidade de cura, sem pudor de manipular fatos, datas e recorrer a uma enganadora habilidade retórica.

Dos casos mais famosos que mais se nota a fraude, temos:

a) Pequeno Hans - O garoto de cinco anos tinha fobia por cavalos. Freud só o atendeu uma vez. Era filho de Max Graf, discípulo freudiano. Freud tentou explicação edipiana para o caso, ignorando o fator mais obvio: um acidente de charrete que Hans assistiu.

b) Mulher homossexual - Tratamento falhou. Para ela, homossexualismo não era problema. Só procurou terapia forçada pelos pais. A analise não passou da fase de avaliação do caso.

c) Daniel Schreber - Achava que sua cabeça estava sendo comprimida, que o peito era esmagado. Freud o "analisou" a partir da auto-biografia, concluindo que era homossexual de relacionamento problemático com o pai. Ignorou que as sensações de Schreber eram idênticas às experimentadas quando testava aparelhos de postura inventados pelo pai, ortopedista.

d) Homem dos ratos - Tinha medo obsessivo de ratos. "Curado" por Freud em poucos meses. Uma semana antes de anunciar a "cura" no primeiro congresso internacional de psicanálise, Freud tinha escrito a Jung: "não tenho nenhum caso completo, que possa ser visto como um todo."

e) Homem dos lobos - Longo tratamento com Freud e outros. Ao todo 60 anos de terapia. Obsessão por lobos. Jamais se curou, entrando em estagio avançado de paranóia.

f) Dora - Histérica. Perdia a fala, entre inúmeros outros sintomas. Nenhuma evidencia histórica de melhora no curto tratamento. abandonou a terapia por causa dos "modos enervantes" de Freud.

CONCLUSÃO

A psicologia é uma matéria muito interessante, pois sendo estudada corretamente e de forma honesta faz de seu objeto um importante traço de desenvolvimento e conhecimento. Porem as várias convulsões do pensamento revolucionário tem abalado a historia do homem. Essas Revoluções influenciaram fortemente as tendências, que por sua vez agiram nas idéias e por fim culminaram nos fatos. Assim o homem decadente e afastado de Deus mergulhou em sua crise, sendo que essa crise se estendeu para todos os campos de ação do próprio homem.

Fonte: Jornal "Folha de São Paulo" de 09/09/92; Jornal "Folha de São Paulo" de 07/03/90 e Jornal "Folha de São Paulo" de 05/04/91.